1- Você acha que a internet democratiza a informação?
2- Você acredita que a dispersão alimentará sempre a concentração da informação?
3- Você enxerga o mundo dúbio da abundância e escassez de recursos ou acha que estamos chegando ao mundo dos fragmentos?
Essas são dúvidas que pouca gente ousa dar resposta. Acabo de ler o artigo de Rafael Rodrigues, no Digestivo Cultural, em que ele afirma que a maioria dos blogs é irrevelante( Jovens blogueiros, envelheçam) e faz uma crítica com algumas ressalvas entre os 20 primeiros do Ranking:
InterNey Blogs - 1238
Sedentário e Hiperativo - 1831
Meio Bit - 1854
Brainstorm #9 - 2112
Kibe Loco - 2267
Jacaré Banguela - 2671
Bluebus - 2825
BR-Linux.org - 3237
Pensar Enlouquece, Pense Nisso. - 3333
Contraditorium - 3783
Burajiru! - 3817
Diário do Rio - 4195
Templates para Blogger - 4208
Acidez Mental - 4661
Templates para Novo Blogger - 4747
Querido Leitor - 5156
insanus.org - 5405
Cocadaboa.com - 5767
hipermoderna.net - 5825
Gema Carioca - 5896
Responda-me: quantos deles você considera irrelevante?
Eu questiono isso porque acredito que por mais que meus 100 leitores tenham uma história parecida, um conhecimento diversificado e alguns deles façam parte de uma elite extremamente bem informada nesse brazilsão de diferenças, tenho absoluta certeza de que as respostas serão diferentes. E só creio nisso porque acho que todos nós estamos passando por uma Metamorfose, onde nossa transformação crucial é mudar nosso jeito de olhar e fazer as coisas.
Pode até ser que a história volte exatamente onde ela começou. Ou seja, as marcas, os grandes grupos, as empresas globais, a credibilidade dos principais jornais sejam únicas e válidas para o mundo. Mas AGORA a percepção do mundo é que você não sabe nada porque jamais conseguirá mapear e identificar a força e o poder dos diferentes nichos.
Enquanto eu escolho o Biscoito fino e a Massa para me informar sobre política, meu marido lê o editorial do Estadão. Mas meu pai ainda ouve o casal do Jornal da Globo e pode ter certeza que alguém fala sobre as mesmas coisas de forma completamente diferente para diferentes públicos que a partir da internet podem ganhar uma força absurda que nenhum de nós somos capazes de compreender ainda. E pior, talvez, nunca saberemos disso. Ou,talvez, ainda haja um cenário em que esses donos do mundo, seja a imprensa ou as grandes corporações, resolvam explorar a dispersão para ganhar ainda mais dinheiro. Mas eles - mesmo com todo poder que têm - ainda não seriam capazes de ter tantos tentáculos. Então, há ainda outro cenário em que aquelas médias ou pequenas empresas possam acordar para os diferentes nichos de informação e, enfim, fazerem tudo que o grandão faz, mas num lugar onde grandão não chega.
Sim, tudo é uma aposta. Há, porém, algumas circunstâncias e fatores que me faz pensar o quanto é importante que eu, e VOCÊ, veja (no singular mesmo) a informação de maneira diferente. Explico: se as ferramentas colaborativas estão sendo feitas para que eu organize a programação da minha TV paga, para que eu determine as notícias que vão chegar até minha telinha do PC e ainda para que eu assine os feeds que me interessam porque ainda não vemos o mundo pelos seus diferentes nichos?
Eu questiono isso porque, apesar do impacto que a Times provocou no mundo quando nos colocou como a Pessoa do ano 2006 na capa do seu editorial, ainda estamos presos a julgar tudo pela ótica do passado. O lado bom de ter filhos é que a gente aprende a respeitar as diferenças. O que é bom pra mim nem sempre é o melhor pra Malu, e vice-versa. E olha que estamos sendo formadas e construídas pelas mesmas raízes culturais, sociológicas e físicas.
Tudo é um aprendizado e o bom dessa dispersão da informação é que posso mudar de mundo com apenas um clique.
Escrevo tudo isso aqui porque ainda me espanto com nossa mania norte-americana de olhar o mundo pelos rankings, pelos melhores, pelos campeões de audiência e a partir dessa amostra a gente julga aquilo que é bom pra gente. Opa! peraí, você pode escolher o seu melhor, mas não deve determinar o melhor para Todos. Acho que essa diferença é crucial para que, enfim, APRENDEMOS a respeitar a democracia da informação.
As marcas sempre vão prevalecer no mundo da informação? Não sei porque acredito que haverá diversas elites de leitores. E isso já acontece, mas a elite da informação ainda acha que ela está sozinha na produção de conteúdo. É bom que a gente aprenda a respeitar diversas elites, inclusive a tão criticada elite dos miguxos. Pode não ser bom pra mim, mas perfeita para meu primo que lê blogs. Então, respeite!
Quinta-feira, Abril 17
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3 comentários:
Assino embaixo do que você falou: nada de top 10, você escolhe o que é o melhor pra você.
Democratizar, até democratiza. Mas tem tanta gente assim querendo ler como tem querendo escrever? E quem quer ler sabe filtrar o volume altíssimo de informação que circula pela rede?
Sei lá, mil coisas.
Só sei que meu blog é completamente irrelevante.
Bjs, querida. Esse teu sorriso na foto do lado é tudo.
Irrelevância e relevância são critérios subjetivos, não, meu anjo? Muito bem dito: vale mesmo é a opinião de cada um.
Me veio um trecho de uma reportagem que li na sexta: os que têm mais tempo de navegação sabem o que fazer, quem entra agora vai aprender na marra. (trecho totalmente tirado do contexto, propositalmente). a grande guerra pela inclusão e descoberta deste mundo novo nem começou. espera só a gente chegar ao final de 2008 e a venda de computadores disparar na frente das TVs em 20% procê ver só. Em breve, em breve...
bj
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